Bolívia: oficialmente Estado Plurinacional da Bolívia, é um país encravado no centro da América do Sul. É uma república democrática, dividida em nove departamentos. Sua geografia varia de picos andinos à planícies situadas na Bacia Amazônica.
A principal língua falada é o espanhol, embora o aimará e o quíchua também sejam comuns e elas, junto a outras 34 línguas indígenas, são oficiais. O grande número de diferentes culturas na Bolívia contribuiu muito para uma maior diversidade em áreas como a arte, culinária, literatura e música. A maior parte do povo é indígena e descendente dos aimarás e dos incas.
É um país de grandes contrastes e paisagens maravilhosas que vale a pena conhecer. E um país barato. Um dolar valia 7 bolivianos e com 10 dolares era possível jantar em um excelente local.
La Paz é a capital sul-americana de maior altitude, com 3.640 m. O aeroporto está localizado no município vizinho, que antigamente fazia parte de La Paz, a 4060 metros de altura. A diferença de fuso horário é 1 hora a menos que Brasília.
Cheguei ao hotel às 22:20 h do dia 11/09/10 e a temperatura estava 11 ºC. Fiquei hospedada na Posada de la Abuela, um simpático hotelzinho 3 estrelas, simples mas limpo, com TV, água quente e uma ótima localização. O banheiro tinha as detestáveis cortinas de plástico e pedia por uma reforma. Pessol atencioso e gentil e uma agência de turismo excelente no térreo. O hotel tem também um restaurante excelente e um cardápio com comida indiana, tailandesa e japonesa. Como sou fã das três, e a comida na Bolívia é baratíssima, fui assídua frequentadora do local.
É incrível como a altura tira o fôlego da gente. A respiração fica acelerada e o coração batendo a mil com qualquer esforço. Para auxiliar na resolução do problema nada como o tradicional chá feito com folhas de coca. Se o chá não resolver, compre na fármacia um remédio para o "soroche" (mal das alturas).
La Paz fica em um vale cercada por montanhas e a cidade praticamente só tem ladeiras. É um sobe e desce ladeira que não é brincadeira. E são bastante inclinadas, nada de ladeirinhas, só ladeirões muito íngremes. E encarar ladeiras a 3600 metros de altura não é nada fácil.
O hotel localiza-se na Calle Sargananga, onde se concentra uma enorme quantidade de lojas de artesanato e artigos em alpaca. Como ainda voltaria a La Paz no final da viagem, comprei apenas um gorro reforçado de lã pois dizem que Uyuni é gelado à noite e pela manhã bem cedo.
É incrível como a altura tira o fôlego da gente. A respiração fica acelerada e o coração batendo a mil com qualquer esforço. Para auxiliar na resolução do problema nada como o tradicional chá feito com folhas de coca. Se o chá não resolver, compre na fármacia um remédio para o "soroche" (mal das alturas).
La Paz fica em um vale cercada por montanhas e a cidade praticamente só tem ladeiras. É um sobe e desce ladeira que não é brincadeira. E são bastante inclinadas, nada de ladeirinhas, só ladeirões muito íngremes. E encarar ladeiras a 3600 metros de altura não é nada fácil.
O hotel localiza-se na Calle Sargananga, onde se concentra uma enorme quantidade de lojas de artesanato e artigos em alpaca. Como ainda voltaria a La Paz no final da viagem, comprei apenas um gorro reforçado de lã pois dizem que Uyuni é gelado à noite e pela manhã bem cedo.
Os franciscanos chegaram a La Paz logo depois de sua fundação e estabeleceram um convento já em 1549. Este convento se localizava às margens do rio Choqueyapu, que à época dividia La Paz em duas partes, uma habitada por espanhóis e a outra por indígenas. O convento franciscano localizava-se na parte indígena, e foi danificado por uma forte nevasca nos inícios do século XVII. A igreja e convento que existem atualmente foram construídos apenas no século XVIII.
O portal da igreja, em pedra esculpida, classifica-se dentro do chamado barroco mestiço. Este estilo decorativo híbrido, obra de mãos indígenas, mescla motivos barrocos e europeus com motivos nativos e produz resultados lindos e diferentes.
Fui até campanário e pude ver as aberturas feitas para que o sol entrasse e clareasse a igreja. No jardim central encontrei a Kantuta, flor que representa a Bolívia. Hoje em dia o convento é um museu, o Centro Cultural Museo San Francisco, que exibe obras de arte da época colonial.
Caminhando, na tarde do dia 15/09, descobri uma parte da cidade bonita e agradável, apesar das íngremes ladeiras de sempre.
Passei pela Zona Sul, onde estão localizados os bairros ricos, com suas grandes e lindas casas. As avenidas e ruas são limpas, organizadas e ostentam lojas ricas e de marcas famosas.
Em seguida fui ao Mirador de Killi Killi, de onde se tem uma vista maravilhosa de La Paz.
No Museu do Ouro estão inúmeros objetos em ouro
encontrados em tumbas pré-incas e incas. Comparadas as absolutamente
fantásticas máscaras mortuárias encontradas nas tumbas dos faraós, os adorno
incas tornam-se extremamente singelos. São bonitos, decorados com muitas
turquesas verdes, alguns bastante trabalhados, porém sempre em um grau muito
inferior aos adornos egípcios. Como não foi encontrado nenhum instrumento então
nenhum historiador tem a menor idéia de como estas civilizações trabalhavam o
metal e a rocha. O museu fica na rua mais linda de La Paz, a Calle Jaen. É uma
rua estreita, da época colonial, com casas antigas em ambos os lados.
No caminho para a Plaza Murilo passei por uma
réplica do Templete Semisubterrâneo de Tiahuanaco.
A Plaza Murilo é a praça
principal. Aqui estão a Catedral, o Palácio do Governo (poder executivo) e o
Parlamento (legislativo). O poder judiciário está em Sucre, a capital oficial
da Bolívia. Perambulei pela praça observando pessoas que alimentavam os muitos
pombos, estudantes e trabalhadores apressados.
La Paz foi elevada a sede de diocese em 1605, o que levou à construção da Catedral Metropolitana de La Paz. O edifício foi levantado na antiga Plaz Mayor (atual Plaza Murillo), ao lado do edifício da sede administrativa (o cabildo) da cidade. A catedral colonial foi terminada em 1692.
Essa velha catedral colonial, em estado de ruína,
foi demolida em 1831 e uma nova começou a ser levantada em 1835. Esta igreja,
apenas terminada no século XX, é um grande edifício, de cinco naves e duas
torres. O interior está revestido em mármores, e o altar-mor foi trazido da
Itália.
O Palacio
Quemado (Palácio Queimado)
é o nome popular da sede do governo, localizado na Plaza Murillo. O palácio
abriga os escritórios presidenciais e o gabinete do presidente. Seu nome
recorda uma revolta ocorrida no século XIX, quando o edifício sofreu um
incêndio.
O Congresso da Bolívia é bicameral, presidido pelo Vice-presidente da
República. Senado e Câmara estão sediados no edifício do Congresso, de
arquitetura eclética, localizado na Plaza Murillo.
À noite, fui assistir uma peña
(show típico) com o jantar incluído. A casa de show ficava próxima ao hotel e
fui caminhando. Jantei um delicioso linguini de truta com fetutini que estava
uma delícia. A entrada era uma farta mesa com queijos, frios e saladas. O show
foi ótimo, os trajes muito coloridos e alegres, com demonstrações das
diferentes cuencas dançadas na Bolívia, que variam conforme a região do país.
Há também várias danças que mostram a eterna luta entre o bem e o mal.
Hoje, dia 15/09, fui ao Vale da Lua, local onde a erosão fez um trabalho fantástico nas formações rochosas. É uma área arqueológica próxima a La Paz e tem esse nome
devido às formações rochosas lembrarem o solo da Lua. Como sempre, o acesso é péssimo, com passagens estreitas, precipícios e nenhuma proteção. Sobre uma das rochas pontiagudas, ao longe, havia um índio tocando flauta e se equilibrando sobre apenas uma das pernas. O som da flauta, o índio e as rochas tornaram o ambiente surreal. Lá havia um indio vendendo bonitas peças entalhadas em madeira e comprei 2 figuras.
O guia local contou que, logo em
seguida a volta da Apollo 11 da Lua, o astronauta Neil Armstrong foi visitar o
local e lhe perguntaram o que ele achava. Ele respondeu: "Isso aqui é
muito mais bonito que a Lua!".
Tiahuanaco
Está a 90 minutos de La Paz. O
passeio custou 80 bolivianos incluindo transporte, guia e ingresso e o almoço,
no que me parece ser o único restaurante no local, 35 bolivianos. A van, velha
e lenta, estava completamente lotadas de pessoas das mais diferentes
nacionalidades. Há ainda muito mistério envolvendo Tiahuanaco e muito a
descobrir e desenterrar. A previsão é que as escavações sejam concluídas
somente nos próximos 10 anos. O local das ruínas era uma antiga cidade
cerimonial.
É uma grande pena que as ruínas estejam tão destruídas. Espera-se que a grande pirâmide escalonada de Akapana esteja melhor preservada pois ainda está quase que totalmente enterrada.
Visitamos 2 museus no local. O primeiro estava com praticamente todas as peças
em restauração e só pudemos ver o monólito Bennett ou a Estela Barbada, uma
peça única, sem emendas, de mais de 7 metros de altura. No monolito estão
representados os 365 dias e os 12 meses do ano, um jarro para oferendas e
muitos outros detalhes. O monolito tem 2 mãos esquerdas sendo que uma das mãos
é a mão do deus.
O 2º museu contém um rico acervo de cerâmicas tiahuanacas em ordem cronológica. Há também uma múmia exposta. O processo de mumificação era bastante diferente do egípcio. Aqui a múmia ficava dentro de um cesto alongado, em posição fetal e somente com o rosto de fora.
O 2º museu contém um rico acervo de cerâmicas tiahuanacas em ordem cronológica. Há também uma múmia exposta. O processo de mumificação era bastante diferente do egípcio. Aqui a múmia ficava dentro de um cesto alongado, em posição fetal e somente com o rosto de fora.
Fomos a Kalasasaya, um espaço quadrangular de 130 x 120 metros. Na entrada, construído no largo muro de pedra, há um incrível microfone que imita a estrutura do ouvido humano. O guia fez um teste conosco e se posicionou bem longe, de frente para o microfone, e começou a falar em um tom de voz que não conseguíamos ouvir. Entretanto, ao encostar o ouvido no microfone, consegui entender perfeitamente o que ele falava. Se falamos ao microfone, o som é incrivelmente amplificado. Acredita-se que era usado pelos sacerdotes em retiro para comunicar-se com as pessoas que estavam do lado de fora.
O monolito Ponce (os
monolitos levam os nomes de seus descobridores) é uma figura de pedra repleta
de decorações com os mais diferentes significados.
No outro extremo está o monolito Fraile, onde é possível ver claramente caranguejos esculpidos.
A seguir está a famosa Porta do Sol. É uma peça única de pedra, sem emendas, de 2,75m de altura por 4m de largura. Tem um fantástico friso trabalhado em sua parte superior. Ainda não foi descoberto o significado deste friso porém muitos historiadores acreditam representar um calendário. No centro aparece um deus, provavelmente Tunupa, deus relacionado com fenômenos meteorológicos. Em direção ao deus convertem 48 figuras aladas dispostas em 3 fileiras. As figuras da fila do meio tem cabeça de condor. Na cabeça do deus há uma auréola com 24 raios que terminam em círculos ou em cabeças de felinos. Dos olhos do deus saem o que parecem ser lágrimas e em seus braços há 2 bastões que tem nas extremidades uma cabeça de condor e serpente.
Visitamos em seguida o Templete Semisubterraneo, situado em frente a entrada original de Kalasasaya. É um quadrado de 28 x 26 m rodeado por muros de contenção. Nos muros há mais de cem relevos em pedra representando cabeças antropomorfas, que segundo algumas teorias representam os ayllus (grupamentos) que formavam o estado tiahuanacota. Algumas cabeças ainda estão inteiras mas a maioria apresenta graus diversos de destruição. Foi no centro do Templete que foi encontrado o monolito Benett, que atualmente está no museu.
Durante a visita vimos alguns campos cultivados com a mesma técnica utilizada pelos tiahuanacotas. Retângulos cultivados e entre cada retângulo um pequeno canal. A água servia para umidificar o ar e tornar a terra um pouco mais fértil.
Após o retorno a La Paz, resolvi ir até o famoso Mercado das Bruxas, local repleto de turistas. Não gostei do astral do lugar com aqueles montes de fetos de lhama expostos para serem vendidos e utilizados em supostas poções mágicas. Detestei tanto que não tirei uma única foto.
A próxima parada foi o Lago Titicaca e a pequena cidade de Copacabana.
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